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A gente deixa o mato, mais o mato não deixa a gente.

Publicada em  17/02/2012 às 12h12


Por Sales Neto

Geralmente usamos esta expressão “A Gente deixa o mato, mais o mato não deixa a gente”, com referencia a alguma coisa ruim, querendo dizer que tal mal feito poder ser costume ou tradição lá no mato, mais na cidade não é legal, é brega ou é coisa de matuto. Mais não é bem por aí, existem muitos hábitos praticados no interior, que foram passados de geração para geração, que são bons e devem ser preservados e difundidos a sua pratica. Afinal de contas, viviam bem mais e de forma mais saudável os nossos antecessores que moravam no interior, tirando da natureza o necessário para o seu sustento, onde tudo era orgânico e sem nenhum perigo para nossa saúde.
  
    
Um desses costumes, tradição ou hábito, como queiram, é o plantio de milho e feijão logo nas primeiras chuvas do inverno, a gente costuma dizer no interior que se deve plantar logo o monturo (Terreno que fica ao redor da casa, por ser este terreno estrumado devido o lixo orgânico produzido pela família ser ali descartado), para que se tenha feijão maduro, milho verde,  maxixe, jerimum, batata doce,  melancia e macaxeira nos dias grandes (Semana Santa).
 
Com o passar dos anos e a mudança dos tempos, os campesinos migraram para as cidades, mais muitos deles não perderam tal costume, é comum a gente ver no centro e nos bairros de Pedro II quintais com milho, feijão e outras leguminosas em fase de crescimento. E bem verdade que neste ano devido a ausência de chuvas em dezembro e janeiro, tinha muito legume mucho por aí, mais agora com a chegada de fevereiro que trouxe consigo dias chuvosos, tá tudo “verdin verdin” que dá gosto de ver.
  
    
Este e tantos outros bons costumes e tradições que apredemos com nossos avós e pais, devem ser mantidos e passados adiante para as futuras gerações (Nossos filhos, netos...), haja vista, que nos dias de hoje, a gente não come bem, não bebe bem,  não dorme bem, enfim, a gente não vive bem, tudo é falso, tudo é modificado, tudo é muito apressado. Só mesmo voltando as nossas raízes para que tenhamos dias melhores.  
  
    
Plantar milho, feijão e outras leguminosas e verduras, ter um pezinho de manga, caju, abacate, acerola e outros no quintal é um costume que pode e deve ser mantido também na cidade, agora, por exemplo, criar animais soltos nas ruas das cidades, não pode,  esse costume ou tradição, de criar animais, e principalmente de grande porte, devem ser mantidos na zona rural, lá além de  mantidos devem ser passados adiante.
 

 
 
 
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 Nome: ANTONIO CARLOS   Cidade: Pedro II
Caro amigo Sales Neto,é bem verdade que a gente deixa o mato, mas o mato não deixa a gente. Eu mesmo sou um eterno matuto no bom sentido ,adoro minhas raizes e um texto maravilhoso como o seu nos faz voltar no tempo, parabéns e continue escrevendo sobre os nossos costumes.

Um abraço Dr Antonio Carlos
    Postado em: 18/02/12 20:32


 

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