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Cidades

"Temos um Piauí melhor do que tínhamos um ano atrás", diz governador

Nesse aniversário, o que o Piauí tem a comemorar, na sua avaliação?

Por Redação 19/10/2017 às 15:36:24

O governador Wellington Dias em entrevista exclusiva ao O DIA por ocasião do 195º Aniversário de Adesão do Piauí à Independência do Brasil falou das ações do governo que potencializaram a economia e o crescimento do Estado a partir dos investimentos feitos em áreas importantes de infraestrutura no modelo de PPP, a exemplo da empresa Águas de Teresina através da Agespisa e do Instituto de Águas. E isto, diz o Chefe do Executivo, elevou a autoestima dos piauienses comprovada em pesquisa que aponta que, quem vive no Piauí, tem orgulho de viver aqui. Apesar disso, aponta o déficit na Previdência como um dos maiores desafios a serem enfrentados a fim de que o governo continue priorizando investimentos em áreas como do conhecimento e tecnologia para tornar o Piauí moderno, citando o trabalho para se ter a rede digital de fibra ótica.

Wellington ressalta o esforço da sua gestão em manter o equilíbrio para dar sustentabilidade não só à folha de pagamento dos servidores, mas manter uma carteira de obras e ações. Enumerando, na oportunidade, obras entregues e outras a serem entregues, como melhorias de escolas, estradas, a finalização do Rodoanel, obra de alargamento da saída de Teresina em direção a Picos, aeroporto em São João do Piauí, Centro de Convenções, entre outras. No campo político eleitoral, Wellington fala de seu desapegado a questão relacionada a cargos. Mas olhando para 2018 e se for da vontade do povo, dos líderes, o mais provável, diz Wellington, é colocar o seu nome à disposição numa discussão que deve iniciar no começo de 2018.

Nesse aniversário, o que o Piauí tem a comemorar, na sua avaliação? 

Nós temos um Piauí melhor do que nós tínhamos um ano atrás. Se a gente examina em vários aspectos [...] o que era a economia do Piauí no ano passado e o que é este ano? Ela continua crescendo e a tendência esse ano é a gente chegar, pelo PIB, dois pontos percentuais acima do que era. Quando a gente fala assim pode parecer algo distante, mas estou falando de nós conseguirmos ter a riqueza que a gente tinha, mais a inflação e mais 800 milhões de riquezas do que o ano passado, ou seja, isso se traduz em mais empresas de pequeno, médio e grande porte. Nós não tínhamos, por exemplo, algumas estradas, algumas pontes, não tinha a ponte do meio, em Teresina. 

No ano passado a gente tinha problema de água em várias regiões da cidade que esse ano deixou de ter por conta dos investimentos feitos no modelo de PPP com a empresa Águas de Teresina através da Agespisa e do Instituto de Águas. Isso tudo se traduz em coisas para qualidade de vida, para fazer a economia crescer. Temos a comemorar também uma autoestima mais elevada. Fiquei muito feliz em ver pesquisas que 90% das pessoas que vivem no Piauí têm certo orgulho de viver aqui. É verdade que é um momento bem delicado no Brasil que também tem reflexos no Piauí, mas eu digo que, olhando pelo que acontece em boa parte do Brasil, nós estamos entre aqueles em uma situação melhor. E isso nos faz deitar em berço esplêndido? Não. Isso nos motiva a trabalhar mais, a cuidar mais, até para melhorar o que a gente tem. 

Na sua avaliação, qual o principal desafio que o Piauí enfrenta hoje? 

Para o Piauí ter um poder público estadual, sendo indutor de desenvolvimento, eu diria que o maior desafio é a Previdência do servidor público. Nós vamos precisar ter uma engenharia que permita as condições de atravessar um período longo, que começou há mais ou menos 10 anos, quando a gente passou a ter déficit na Previdência, ou seja, o valor da receita própria da Previdência já não está dando mais para cobrir a folha de aposentados e pensionistas. Se a previdência fosse privada, ela já tinha quebrado. É uma despesa de R$ 1,7 bilhão com uma receita de aproximadamente R$ 700 milhões. Falta R$ 1 bilhão. Onde é que a gente vai buscar? Se o Piauí tem R$ 1,2 bilhão para investimento, então eu tiro R$ 1 bilhão que eu tenho para fazer estradas, pontes, escolas, etc [...] para poder não atrasar os salários nesta área. 

Às vezes quando eu falo atraso de salário é aqui [na previdência]. O problema que nós temos é aqui [na previdência], e nós temos que tirar dinheiro da veia para trazer para Previdência. O outro desafio é a tecnologia, que nós temos que investir cada vez mais em conhecimento e tecnologia para termos um Piauí moderno. Nesse aspecto, estamos trabalhando um caminho que é de ter a nossa rede digital de fibra ótica de Norte a Sul do Piauí. Estamos concluindo este mês uma concorrência entre empresas que querem investir mais ou menos R$ 300 milhões, que é o Piauí Digital. Isso vai permitir teleducação, telesegurança, telemedicina, por exemplo. E eu diria um terceiro item ainda, que temos que nos preocupar. 

Eu creio que o plano para o desenvolvimento econômico está correto. O desenvolvimento territorial são 12 territórios de onde temos um crescimento diversificado, como, por exemplo, no turismo, no comércio, na produção agrícola, vegetal, mineração e indústrias, como combinar esse desenvolvimento com o meio ambiente? Agora no aniversário do Piauí eu celebrei o maior número de áreas de proteção da história do Estado. Para isso tem que ter muita coragem, porque não é fácil nessa área. Nós queremos que a geração de daqui a 50 anos possa encontrar as árvores e animais que nós estamos vendo hoje e criar uma alternativa para alargar a proteção ambiental dando resultados econômico. 

Nós criamos um programa chamado Crédito Verde do Piauí, onde vamos oferecer em leilão R$ 1 bilhão em crédito para empresas, pessoas físicas e jurídicas do Brasil e do mundo que queiram nossas florestas protegidas. Isso vai gerar receitas para as comunidades que vão fazer a proteção e elas vão poder viver de uma renda, a partir disso, mais da produção e outras atividades que convivem com a área ambiental. O Piauí é o primeiro lugar do mundo, dentro do Brasil, a dizer que quer ter um compromisso com isso. Esse é o Piauí que se coloca em muitas áreas como exemplo para o Brasil. Tem coisa ruim? Tem, mas tem muita coisa boa acontecendo.

Já se fala muito que o ex-presidente Lula pode ficar fora da disputa pela presidência. Qual será o plano B do partido? O seu nome até chegou a ser cogitado nesse cenário para substituí-lo. O senhor teria essa disposição? 

Todo mundo sabe que eu sempre fui desapegado a essa questão relacionada a cargos. Eu fui candidato a governador em 2002 quando ninguém acreditava, e em 2014 não era simples a candidatura, embora em um cenário melhor. Enfim, ocorre que nesse instante eu compreendo que, olhando para 2018, se for da vontade do povo, dos líderes, o mais provável é colocar o meu nome à disposição e eu quero fazer isso discutindo no começo de 2018. Eu Acredito que até agora não tem um centavo ilegal encontrado no nome do presidente Lula ou de familiares dele. Eu compreendo que não há nenhum crime comprovado e isso cada vez fica mais claro para população, por isso o apoio crescente ao presidente Lula. 

Fica cada vez mais claro que houve mesmo um golpe do parlamento à presidenta Dilma e que há todo um esforço para impedir que um líder, que é o presidente Lula, não possa ser candidato. Primeiro se decide que ele não pode ser candidato para depois ir atrás de qual é a justificativa. Uma eleição que não pode ter o presidente Lula como candidato, sem que haja uma prova contra ele, é um novo golpe, e acho que isso terá uma forte reação. Estamos falando de um líder que aproximadamente 40% da população lembra dele para presidência da república, um líder que quando é colocado com qualquer outro para o segundo turno tem a preferência para vencer a eleição.





Publicada por Eudes Martins


Fonte: O Dia

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