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Economia

Governo tira R$ 75 milhões por mês de despesas para completar Previdência

O secretário lembrou que até 2004 o Piauí não tinha contribuição previdenciária.

Por Redação 28/09/2017 às 22:22:06

 

Em entrevista no Cidade Verde Notícias desta quinta-feira (28), o secretário estadual de administração e previdência, Franzé Silva, reforçou a necessidade de se encontrar soluções para o déficit provocado pelo crescimento no número de aposentadorias. Só para completar o pagamento de servidores que já deixaram de trabalhar, o Estado retira R$ 75 milhões mensais de recursos que seriam utilizados em políticas públicas. 

"Se nós não tivermos uma política em relação a essa área, nós vamos ter problemas no futuro", alertou Franzé Silva, na entrevista na Rádio Cidade Verde. 

O secretário lembrou que até 2004 o Piauí não tinha contribuição previdenciária. "Existia a contribuição do servidor, mas era praticamente para bancar saúde", comentou Franzé Silva. Por conta disso, o Estado tem buscado alternativas para garantir recursos para o fundo de previdência e reduzir o déficit. 

Outra medida para equilibrar essa conta é a busca por aposentadorias irregulares. Franzé Silba explicou que dos cerca de 7.000 servidores demitidos desde 2015 por problemas descobertos no processo de recadastramento, boa parte eram de aposentados que já haviam falecido. A economia gerada foi de R$ 21 milhões por ano. 

O Estado hoje busca reaver R$ 14 milhões em depósitos de pessoas que já haviam morrido, recursos que foram sacados indevidamente. Atualmente, o Governo só envia a folha de pagamento para o Banco do Brasil após cruzamento de dados para saber se algum servidor ou pensionista faleceu. 

Há também a exigência na atualização cadastral realizada em 2017, para que aposentados apresentem prova de vida registrada em cartório, o que visa diminuir esse tipo de fraude.

Salários

Franzé Silva informou que foi firmado compromisso com os agentes penitenciários, que estavam em greve, para que as negociações possam ser feitas quando o Estado sair do limite prudencial de gastos com pessoal, estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. 

"A própria lei já cria o impeditivo de se sentar para negociar coisas que vão impactar no aumento salarial", declarou. 

 

 

 

 

Publicada por Eudes Martins 

Fonte: cidadeverde.com

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